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Observar a Natureza é viajar pelos caminhos da criação divina; é sublim(e)ação.

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5 de jan de 2014

Desfazendo nossas Árvores

Post escrito em janeiro de 2008 para o blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades. Reeditamos porque, infelizmente, as mudanças sociais pouco evoluíram. 

Início de dezembro. As festas de fim de ano se aproximam. Fazemos listas de compras, de presentes... Compras para a ceia de natal, para o réveillon... Presentes para a família, para os amigos, para os colegas de trabalho... e o amigo-secreto, não vamos nos esquecer, não é? Ahra! Meu vestido... Que brincos compro pra combinar com 'aquele' vestido lindo de morrer que já estou imaginando? E por aí vai...


Festas, sonhos, presentes, árvores de natal....

Árvore de Natal. Reunimos 'os de casa' e começamos: uma bola colorida aqui, outra ali, a estrela... o papai-noel... os presentes e... os sonhos.

Sonhos. Qual foi meu sonho de natal? E o de fim de ano? O que fiz que não farei no ano novo? E o que pretendo mesmo fazer no novo ano?

Novo Ano. Ano Novo. Este ano "tudo vai ser diferente". Vou...

Vamos fazer juntos uma lista? O que vamos fazer ou não fazer este ano?
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Desfazendo nossas árvores

Árvores de Natal. Para muitos, um sonho. Ou para poucos? Não seria melhor escrever "para muitos, uma imagem fora de alcance"? Se em um país 'em desenvolvimento' a taxa de desemprego* em 2012 foi de 5,3%, quantos pais sofrem sem ter ao menos um pedaço de pão para dar aos seus? Quantos pais sofrem ao verem seus filhos 'espionando' as vitrines, as casas dos patrões, as mil e uma imagens de um natal feliz? E o que dizer daqueles que moram debaixo das pontes ou nas próprias ruas?

O que relatei não acontece só em países do 'terceiro mundo' ou em países como o nosso, querendo galgar o dito 'primeiro mundo'. Olhem as manchetes, com os olhos bem abertos: vejam o sub-mundo dos EUA ou de países europeus como a Inglaterra ou a França.

Já parou para pensar, "um minutinho que seja", sobre os 'esqueletos humanos ambulantes' que nem sonhos têm mais?

Desculpe, amigo/amiga, não tive como evitar essa 'reflexão pós-natal'. Nossas mesas foram fartas, nossos sonhos de consumo realizados. Mas, se o natal é um símbolo de amor e de doação ao próximo, vamos, de vez em quando, parar para pensar no outro?

E aquela lista, vamos mesmo fazê-la? 

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*Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Quando escrevemos este post, em janeiro de 2008, a taxa de desemprego tinha sido de 7,5%. 

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Um Feliz Ano Novo!
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7 de dez de 2013

Trilhas Ecológicas do Jardim Botânico de Brasília




Caminhado em shoppings nosso lado consumista, vaidoso e egoísta fica no comando, ditando normas falsas e aflorando desejos supérfluos para que compremos mais e mais, muitas vezes coisas inúteis. Aprendi com o tempo a mudar a direção de meus passos pela cidade onde estou. Por quê ir admirar aquilo que foi feito por pessoas visando única e exclusivamente o aumento de seu poder econômico? Bem melhor é direcionar nossos olhos e nossa mente para um lugar onde
Leia mais em Trilhas Ecológicas do Jardim Botânico de Brasília, no blog "Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades".

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29 de out de 2013

Lua Minguante



Sempre pela manhã, ao acordar, abro as janelas de meu quarto, saudando o novo dia e contemplando o sol que começa a mostrar seu brilho. Ontem era a lua que estava nos mostrando sua romântica e aparente fragilidade, apesar do dia já amanhecendo. O relógio marcava 5:15 horas, de acordo com o horário de verão. A lua, nosso único satélite natural - o quinto maior do Sistema Solar - mostra-se em fases. Ora exibe todo seu esplendor, ora aparenta timidez, ficando quase escondida. Ontem ela estava assim, minguante.

Somos como a lua. Há dias que queremos abraçar o mundo, mas em alguns momentos nos isolamos, escondendo-nos, como para fazer uma pausa. Uma pausa só nossa, para descanso. Uma pausa que recarrega saúde e energias. Uma pausa para reflexão. Uma pausa para o mundo exterior, todavia ligando-nos e fazendo-nos mais tolerantes e compreensivos em relação ao outro.

Que a lua nos acompanhe com todo seu vigor.  






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Confira também algumas fotos que fizemos da lua cheia em: Via Natureza: Lua Cheia.

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9 de out de 2013

Depende de Mim, Depende de Você


Há oito anos troquei meu celular. Última geração. Smartphone com internet, GPS e tudo que havia nos primeiros iphones. Um luxo só. Um luxo ultrapassado no primeiro ano. Se brincar, em alguns meses. Mas o meu lixo, digo, o meu luxo, permanece comigo. Feito para ser descartado logo após a criação de um novo modelo, já me deu muita dor de cabeça. Resisto, levo para a autorizada, mesmo pagando 80,00 -oitenta reais! - para o conserto. Compensa? Vamos fazer as contas. Não de quanto meu bolso economizou, mas de quanto 'economizei' para o meio ambiente. Se eu trocasse a cada ano, seriam 8 celulares a mais. Cem pessoas fazendo o mesmo, 800; mil pessoas, 8000 (oito mil!). O número de pessoas no mundo ultrapassa os 7 bilhões e o de celulares já vai além de seis bilhões* (seis bilhões), o Brasil figurando como um dos maiores consumidores. Se 1% - um por cento - de 10 milhões de pessoas resistirem alguns anos, por exemplo, cinco anos, o consumo seria menos, vamos ver, 10 milhões vezes cinco = 50 000 000, é isso mesmo? 

Menos produtos, mais economia de energia, mais economia de matéria prima. Menos poluentes no ar, menor efeito estufa e mais saúde para as pessoas e para nosso meio ambiente.

50 milhões a menos de aparelhinhos se apenas uma pequena parte de pessoas resistissem por cinco anos. Esse número não merece uma pausa para reflexão? Posso ser menos uma pessoa poluindo a torto e a direito o lugar onde habitamos, essa terra já tão sofrida por tantas retiradas.

Retiramos para nosso ego ouro, prata e pedras preciosas; retiramos para nossas construções terra, argila, pedras e madeiras; retiramos para matar - nos matar - chumbo e outros elementos. Bando de selvagens que somos, matamos para comer todos os animais que não andam eretos, esquecendo-nos que fomos iguais a eles, segundo a teoria de Darwin.

Sim, posso ser mais uma, mas tenho a opção de ser menos uma. Só depende de mim, só depende de você. Vamos tentar?


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*Não há seis bilhões de pessoas comprando celulares; esse número é porque muitas pessoas têm mais de um aparelho.

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Foto:  Para ilustrar nosso texto, fiz essa foto só com os 'apetrechos' mais próximos da mão. Não quero nem imaginar o quanto temos em casa. Imagine a montanha que deve ser o 'pouquinho' juntado de todos nós!

Texto por mim publicado no Facebook em 20 de julho deste ano.

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1 de out de 2013

Uma Casa para o Rouxinol

Rouxinol fêmea levando alimento para seus filhotes. Nasceram dois. Podemos ver, através da porta, as asinhas já formadas.

Procurando uma casinha de pássaros, compramos uma de barro na Feira de Artesanato de Abadiânia, em uma de nossas muitas passagens por lá, a caminho de Goiânia. Confesso que não gostei de seu formato, mas foi a única que encontramos naquela época e também por nos informarem que atrairia tipos diferentes de pássaros. Com cuidado a penduramos em um canto do jardim, entre algumas dracenas. Três ou quatro anos se passaram e nada de passarinhos se aproximarem da geringonça que mais parecia uma daquelas abóboras que nos mostram nas fotos de Halloween. Pensei que aquilo poderia estar assustando os pássaros e prometi a mim mesma retirá-la dali. Mas, antes que isso fosse feito vimos que sabiás estavam levando pedacinhos de palha para dentro dela. E não é que fizeram um ninho na casinha de boca e olhos? Ou melhor dizendo, de porta e janelas? Desde então já perdemos a conta de quantos pássaros já a habitaram. Nestes últimos anos tem servido de casa de temporada para casais de rouxinóis que desejam aumentar sua prole. Seus gorjeios nos alegram e nos fazem sonhar. Não por acaso o rouxinol é a ave símbolo dos poetas. A casa para passarinhos nos mostrou que as aparências podem enganar, sim. Para nossa alegria, ela atraiu sabiás, rouxinóis e outros pássaros que precisavam de um abrigo seguro. Em abril deste ano decidimos registrar alguns momentos de idas e vindas de uma mamãe rouxinol, conforme mostram as fotos. Disse mamãe porque, segundo os ornitólogos, é a fêmea que fica encarregada da alimentação dos pequenos. Se observarmos bem a primeira foto, no bico do pássaro que está sobre o telhado tem um inseto. Logo, deve ser uma fêmea. O rouxinol macho trabalha antes, fazendo o ninho que irá abrigar seus futuros filhotes. Ainda de acordo com esses especialistas, os rouxinóis são aves migratórias. Nosso jardim é apenas um pouso temporário para eles. Ficamos imaginando de onde vêm e para onde vão nossos pequenos viajantes.        








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Uma Casa para o Rouxinol é uma das postagens do blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades.

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